
Neutralizar a Ilusão de Permanência!!!
O propósito de ponderar sobre a morte a impermanência é inverter a tendência perniciosa da mente humana de observar tudo como sendo mais estável do que realmente é. As pessoas jovens não consideram o envelhecimento de maneira séria; as pessoas saudáveis não levam a doença a sério. [...] Tendemos a nos agarrar a uma visão de mundo na qual a morte e a doença são para as outras pessoas.
Você morrerá, mas eu não, pelos menos por um longo tempo. Nosso sentido não observado de imortalidade se associa às oito preocupações mundanas para moldar a hipótese de que a morte está tão distante no futuro que é funcionalmente irrelevante.
A intenção da segunda das quatro meditações discursivas, a impermanência, é neutralizar esta suposição não examinada da nossa própria imortalidade.
O Buda ensinou que tudo que está condicionado é impermanente. Mesmo num nível sutil, tudo está em movimento constante. Tudo que ascender a uma alta posição cairá para uma posição mais baixa; tudo que se juntar, ficará separado; tudo que for ganho, será perdido e tudo que for criado, será destruído. Estas são verdades universais. Qualquer situação que dependa de condições passará. Isto inclui relacionamentos, posses e nossos próprios corpos.
Quando examinamos nossa própria impermanência, tendemos a nos agarrar às coisas boas que surgem. Apoiamo-nos em pessoas boas, na família, em bens materiais, tentando criar um ambiente confortável. Então, nos agarramos a uma vida agradável.
Isto é chamado de apego, e quando nos estabelecemos neste padrão de apego, só pode acontecer uma de duas coisas: ou o objeto do apego desaparecerá ou nós desapareceremos. Não existe uma terceira possibilidade. Não importa se somos especialistas naquele apego, uma vida dominada pelo apego continua regida pela lei da impermanência.
B. Allan Wallace
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A Morte não é Nada" Santo Agostinho "
"A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi."
"Amor é o saber; é a pura compreensão. Ele sabe que todas as coisas são um todo, independentemente de sua aparência ou delírio, e ele se dá integralmente, sem julgar, sem reconhecer a diferença entre este ou aquele relacionamento. Ele compreende que existe apenas um relacionamento real e é aquele que todos partilhamos. O Eu que está além da idéia de Amor, o encontro sagrado da vida com a vida. O segredo do amor incondicional é que somos todos iguais. Sagrados além da imaginação. É isso o que a liberação do medo revela. É isso que vocês estão procurando. E é o que encontrarão quando abrirem seus corações para todos os elementos da criação".
"Emissário da Luz" - James Twyman

Além Do Nascimento E Da Morte...O que é a morte? O que é o samsara? Parece bom, mau, alegre, triste, mas é como um sonho. Não há nele sequer um vestígio de algo real ou sólido. As visões equivocadas e a ignorância perpetuam experiências fantasmagóricas de perigo e poder. Acordar desse sonho é compreender a natureza que está além do nascimento e da morte.
Chagdud Rinpoche

O Que Fazemos Com O Tenpo Que Temos ?Estamos todos aqui neste planeta como turistas. Nenhum de nós pode viver aqui para sempre. O mais longe que podemos viver é cem anos.
Então enquanto estamos aqui deveríamos tentar ter um bom coração e fazer algo útil e positivo de nossas vidas. Tanto se vivemos apenas alguns anos como todo um século, seria realmente lamentável e triste se fôssemos gastar esse tempo agravando os problemas que afligem as outras pessoas, animais e o meio-ambiente.
A coisa mais importante é ser um bom ser humano.
Dalai Lama

Para Que Estamos Aqui ?Para que estou aqui? Vivo de tal maneira que posso morrer sem arrependimentos? Quanto do que faço são concessões? Adio continuamente o que "realmente" quero fazer até ter condições mais favoráveis?
Fazer-se tais perguntas interrompe minha indulgência com os confortos do dia-a-dia e desfaz as ilusões de um acalentado sentimento de importância. Força-me a novamente procurar em minhas profundezas o impulso que me move e a abandonar as frivolidades de padrões habituais.
Exige que eu examine meu apego à saúde física, à independência financeira, a meus amigos queridos. Pois posso perdê-los facilmente; em última instância, não posso confiar neles. Existe algo de que eu possa depender?
É possível que somente posso confiar, no final, em minha integridade de continuar a fazer perguntas como "Já que a única certeza é a morte, e o momento da morte é incerto, o que eu deveria fazer?"? E então agir com base nelas.
Stephen Batchelor

Aprender a Viver é Aprender a Soltar!!!Não haveria nenhuma possibilidade de chegar a conhecer a morte se ela acontecesse só uma vez. Mas felizmente a vida não é mais que uma contínua dança de nascimento e morte, um bailado de mudanças. Toda vez que ouço o sussurrar de um ribeirão de montanha, ou as ondas quebrando na praia, ou ainda as batidas do meu coração, escuto o som da impermanência. Essas mudanças, essas pequenas mortes, são nossos elos vivos com a morte. Elas são o pulso da morte, o coração dela batendo, incitando-nos a largar todas as coisas a que somos apegados.
Vamos então trabalhar com essas mudanças agora, durante a vida: esse é o verdadeiro modo de nos prepararmos para a morte. A vida pode ser cheia de dor, de sofrimento e dificuldades, mas todas essas experiências são oportunidades que nos são dadas para nos ajudar a aceitar emocionalmente a morte. É só quando acreditamos que as coisas são permanentes que perdemos a oportunidade de aprender com a mudança.
Se desperdiçarmos essa possibilidade, fechamo-nos e nos deixamos dominar pelo apego. O apego é a fonte de todos os nossos problemas. Uma vez que a impermanência para nós é sinônimo de angústia, agarramo-nos desesperadamente às coisas, mesmo que todas elas mudem. Vivemos com pavor de soltar, com pavor do próprio viver, já que aprender a viver é aprender a soltar. E essa é a tragédia e a ironia da nossa luta pela permanência: ela não só é impossível, como nos traz exatamente a dor que procuramos evitar.
Sogyal Rinpoche