Ajudem-me
Gostaria de obter conselhos e auxílio para a questão que coloco a seguir: - casei, tive filhos e desse casamento já rompido legalmente, ficou a dor do abandono e os filhos. Meu ex-marido sempre foi uma pessoa sem visão de futuro para ele, filhos e família e então eu eduquei meus filhos em todas as áreas possíveis. Tenho uma filha de 31 anos que dei os melhores colégios, faculdade, amor, alimentação, habitação, assistência de saúde e odontológica. Tudo que uma pessoa pode dar a outra, eu dei e acima de tudo um infinito amor até por que a mesma tinha asma brônquica e eu vivia em hospitais, clínicas, gastando muito dinheiro com médicos particulares, medicações e etc. Esta filha cresceu, casou-se, formou-se e hoje tem um futuro garantido e muito bom. Só que em 10 de março de 2003 tivemos uma briga (ela é bastante raivosa e nunca me respeitou) e ela após brigarmos devido a minha solicitação de tentarmos diminuir o excesso de luz em casa, ela estava no quarto dela e eu solicitei que a mesma vinhesse assistir televisão em meu quarto para diminuir no gasto de luz elétrica, ela não aceitou (nessa época vivia sempre zangada e ofensiva) e eu desliguei a televisão do quarto dela e entã, brincando como sempre fazia, peguei um urso enorme que o noivo dela na época deu a ela e disse que só devolveria se ela vinhesse assistir televisão comigo e o irmão em meu quarto, daí surgiu uma briga onde ela puxou meus cabelos e meu filho que assistia a tudo se dirigiu a ela e disse-lhe que se ela levantasse a mão para mim, ele iria bater nela. Ela saiu de casa até a data de hoje e para minha surpresa e violência moral e psicológica, ela casou-se há três semanas atrás e proibiu a todos da família em me comunicar, inclusive o pai, e todos obedeceram. Não sei a razão de tamanha crueldade. E outros problemas mais que aconteceu entre mim e ela. Certa vez houve uma briga com o pai em um domingo por que o pai estava bêbedo e ela para evitar que ele bebesse mais uma cerveja, jogou-a fora. O pai investiu contra ela e a mesma pegou uma faca e conseguiu feri-lo na mão, mas por que eu fiquei entre um e outro e o pai, chamado Ubiratan Bandeira de Araújo, puxava meus cabelos até o chão e eu na frente dela tentando protegê-la. Foi uma filha a quem, mesmo eu muito nova para ser mãe (23 anos) dei tudo que podia, principalmente amor. Eu era apaixonada por minha filha e como tinha depressão e ansiedade e ainda tenho vivia com pavor de perdê-la, dela morrer. Vivi anos de terror devido a este medo e também por que perdi um nati-morto, uma parto natural com a filha morta, e três abortos. Fazia tudo por ela, só não dava um pedaço do céu por que eu não alcanço, Vivo atualmente com meu filho de 20 anos que eduquei da mesma forma dela sendo que com os recursos financeiros menores. O pai não dar nenhum emocional, nenhuma orientação sexual, moral e outros. Este papel faço eu com meu filho e com ela minha filha de nome Renata Benevides Bandeira de Araújo. Só que estou em crise de depressão profunda devido a este ato que me expôs como uma mãe cruel. Os outros, principalmente, da família do marido irá pensar o que de mim? Não é justo e nem verdadeiro. Quero processá-la por danos morais e afetivos, mas nem faço questão de dinheiro e sim de uma manifestação/mensagem escrita por ela dizendo a verdade das nossas vidas. Por que não é justo eu ter sido uma mãe, amiga, companheira, mantenedora em todos os aspectos da vida dela e hoje ser rechaçada, violentada, excluída da forma mais mesquinha possível. O ato dela foi de imensa crueldade. Quando ela formou-se em Enfermagem, ela participou de todos os eventos por que eu comprei vestido de noite e tudo o mais que precisou. Sempre trabalhei e fui o esteio de minha família, filhos e marido e hoje eles (ex-marido e filha) falam o que querem de mim. O ex-marido quando eu deixei de beber e ele continuou, eu pedia que ele não bebesse tanto mas não teve acordo. Mesmo casado e já um senhor com os filhos ainda em casa, ia para casa da mãe sextas-feira ou sábados à noite ou pela manhã, a pedido de um irmão e só aparecia nas tardes de domingo em casa e completamente embriagado o que desencadeou a separação. Não é justo o que eles fizeram comigo. Meu ex-marido a quem sustentei de tudo vive a falar mal de mim na família e no trabalho, mas este eu não conseguir pessoas para testemunhar, só meu filho. Por que quando antigamente ele vinha visitar o filho era para falar mal de mim. E esta filha que tanto amei, me agride desta forma. E estou prejudicada: sem vontade de viver, com receio de fazer tudo por meu filho e ele agir da mesa forma de Renata, o qua acho difícil, mas não confio em ningué. Sou uma mulher prejudicada. Sou psicologicamente afetada desde criança, sempre e desde aos nove anos indo a psiquiatra, começei com Dr. Ricardo Cruz e Dra. Rosenil Noblat - neurologista do IAPSEB na época devido a foco temporal e pavor noturno (na época era assim chamado), mas mesmo com tantos problemas soube ser uma mãe boa demais, talvez exagerada mas só para o lado do amor. Já cheguei a pedir a Deus que me desse a asma de Renata para não vê-la sofrer. Fui o amparo da minha família, sempre que solicitada, tanto da minha família de pai e mãe assim como dos pais de meu ex-marido e parentes. Agora, para finalizar meu caminho nesta vida, Renata casa com toda a pompa, com tudo que tem direito, com pessoas do meu convívio e o dela de anos, sem ter convidado nem a mim e nem ao irmão. Eu EXIGO que ela der motivos. Eu não posso estar sendo julgada por pessoas que não me conheceram com ela, principalmente o marido dela e família. Não é justo.
Meu direito à reputação e a verdade foi o mais atingido, pois a consideração e o respeito que as pessoas deveriam ter por mim não existe e estar manchado. E para sempre danificado. E este reconhecimento e respeito por parte da minha família, filhos e sociedade em geral, e o que a minha personalidade, minha posição como mãe e ser humano, foram destruídas. Estas difamações não apenas acarreta prejuízos materiais (vivo à base de antidepressivos, ansiolíticos, hipotensores e outros) mas morais, que devem ser compensados de alguma forma. Do mesmo modo, pode ocorrer a lesão à minha imagem, com retratação ou exposição indevidas. A privacidade pode ser também invadida, quando o sigilo de suas doenças psicológicas e familiares é violado. Exigo a verdade.
Nunca coloquei homens em minha casa que pudesse bolinar ou maltratar meus filhos. O único que viveu comigo foi o pai deles. E só tive um homem e pai de meus filhos. Infelizmente.
Estou amargurada, com idéia de suicídio, que não tento por que acho que devo ainda a meu filho que cursa faculdade, o direito de ter seus objetivos alcançados e para isto ele precisa em 100% de mim. O pai pouco liga, nem no tempo em que vivia conosco. Nunca comprou um caderno, um livro para um filho, nunca sentou para ensinar, conduzir nenhum deles. Toda a assistência moral, psicológica, financeira foi comigo apesar de eu ser um ser humano doente que desde muito pequena já estava em consultórios psiquiátricos. Pois é, nem o direito de morrer, estou tendo no momento.
Tenho testemunhas de toda a vida que resumo e aqui relato. Testemunhas da família, de vizinhos e amigos, tudo que fôr preciso. Como sempre disse a Renata e Ubiratan: exigo respeito. Invadiram a minha vida, me usaram e depois fui descartada como uma coisa ruim. Estou em tratamento com Dr. Eduardo Valverde – psiquiatra do Hospital Juliano Moreira, em Salvador. Médico excelente mas que tem conseguido pouco para minha estabilidade emocional e como poderia? Eu estou esgotada, com meu rosto inchado de chorar. Nunca tive derrame cerebral, mas sinto que tive um derrame psicológico em que minha alma é que ficou sequelada, uma parte de meu ser, de mim. Hoje só vivo com metade de mim, a outra morreu.
Vivo com saudades eternas de meu pai, Pedro Gonçalves Benevides e meus irmãos amados Pedro Ribeiro Benevides e Chirlei Ribeiro Benevides que já se foram há alguns anos. Jovens, com 64, 13 e 27 anos respectivamente, e muitas vezes gostaria de estar reunido a eles. Gostaria de partir para o outro mundo, calmamente, mas a responsabilidade com um filho de 20 anos me faz recuar e achar até que sou egoísta, e ele, Jorge Eduardo, meu filho é tão presente em minha vida. Tão compreensivo, atencioso, que seria uma covardia abandoná-lo agora. Mas quero que ele gradue-se logo, forme família para que eu possa partir em paz.
Sinceramente,